Paternidade e paternalismo: um fio de navalha para o educador

Professor Henrique Vailati Neto

Para nós educadores existem concepções de limites muito tênues, cuja confusão das linhas demarcatórias pode ser de consequências danosas, este é o caso dos conceitos em epígrafe.

Tomemos o conceito de paternidade em seu sentido mais amplo, ou seja, a responsabilidade que alguém assume por outro ser humano de provedor, protetor, formador, mesmo não o tendo gerado. A sacralidade desse sentimento, entranhada em nossa humanidade, é capaz de extremos de altruísmo ou de egoísmo num espectro inimaginável e que, extrapolando sua essência, provoca distorções perigosas.

Gerar, amparar e libertar a cria para que ela possa viver uma felicidade autônoma se apresenta hoje, cada vez mais, como um dos grandes desafios do educador: insegurança, incertezas, vazio de valores e de referências éticas nos levam a exageros ou omissões constantes.

O risco paternalista, enquanto degradação perniciosa da paternidade, nos empurra para o medo de deixar nossos filhos caírem no erro, nos leva ao equívoco maior de não lhes permitir aprender com o erro e com o risco.

O que nos trouxe a essas singelas e um tanto óbvias reflexões foi o balanço final da Semana do Colégio FAAP: dado um amplo roteiro de atividades esportivas e culturais, liberar nossos alunos para construir esse complexo evento, sempre nos suscitou expectativas. No entanto, mais uma vez, fomos agradavelmente surpreendidos pelo desempenho, criatividade, espírito de cooperação e cidadania que, apesar da acirrada competição permeou o tomou conta do evento.

Talvez como consequência do absenteísmo crescente dos pais, constata-se uma onda crescente de paternalismo nas famílias que tem infantilizado toda uma geração nos estratos sociais mais elevados: ou por excesso de zelo, ou por crise de consciência, as famílias criam ambientes sufocantes de uma artificialidade perigosa.

Nossa experiência nos mostra que recebendo uma base moral sólida na infância fundamentada no exemplo, só o ar rarefeito da liberdade assistida será capaz de afastar nossos jovens dos males, quase epidêmicos que assolam nossa civilização: todo o resto será esforço inócuo, tardio, mas do qual não podemos, jamais, abrir mão, pois uma vida é toda a humanidade!

(Blog Estadão de 27 de abril de 2018)

A cultura da performance: um dos aspectos do suicídio juvenil?

Professor Henrique Vailati Neto

Se o ato de se matar é a confissão de que se foi ultrapassado pela vida, mais e mais, o suicídio juvenil é um ensaio final para o absurdo: vidas em seu nascedouro, repletas de força e esperanças não poderiam chegar a esse término inaceitável!

Em nosso último blog falamos daquela que seria uma forma de enfrentamento desse terrível evento que, insisto, se carece de estatísticas que nos mostrem suas reais dimensões, jamais pode ser menosprezado, pois fere, na alma, tudo o que há de mais precioso em uma sociedade, seus jovens e o que representam.

O que nos obriga a retornar a este tema é a questão da espetacularização do suicídio enquanto um reflexo mesmo da cultura contemporânea e que, de alguma forma, pode lançar um pouco de luz nessa escuridão da razão.

Se a "era do Espetáculo", conforme Gilles Lipovetsky definiu nosso tempo, explicaria todo um conjunto de atitudes, o conceito de performance, enquanto a hipertrofia individual do espetáculo, nos permite entender melhor este tempo em que se vive para os outros.

Citando Paula Sibila ( "Autenticidade e peformance : a construção de si como personagem visível",Revista Fronteiras – 2015): "a era da performance, por se tratar de um momento histórico que registra pressões inéditas sobre os corpos e as subjetividades, instando-os  a que melhorem constantemente seu desempenho nos domínios mais diversos.""Na vida cotidiana. Performar é ser exibido ao extremo, sublinhando uma ação para aqueles que a assistem."

Qualquer análise epidérmica revela a exatidão das reflexões apontadas no parágrafo anterior e, esse viver intensamente para os outros nos remete a outras questões que envolvem mais uma dificuldade do jovem existir em nossos dias: como fica a existência de um adolescente tímido, com todas as dificuldades comuns à essa fase, tendo a obrigação de aparecer na massa sufocante? Como aparecer e brilhar com tanta concorrência?

Diante de comportamentos que buscam a exposição constante da vida privada, o cotidiano de um jovem introvertido, sem nenhuma vocação artística ou esportiva, seguramente, o coloca na pior posição da hierarquia humana, a de perdedor. Para esse perfil de jovem, transformar a própria morte numa performance, não seria um clímax ideal para a consagração de uma vida obscura e frustrante?

Evidentemente tal hipótese é antiga, mas dentro desse indiscutível contexto em que viver tem que ser espetacular, ela precisa ser mais refletida e, nós educadores devemos detectar comportamentos reclusos e buscar, de todas as formas, oferecer a esses jovens oportunidades de expressão que recuperem sua autoestima, que lhes deem uma vitrine para a vida e não um  caminho para a morte.

(Blog Estadão de 11 de maio de 2018)

Uma página do inaceitável: o suicídio de jovens

Professor Henrique Vailati Neto

Das páginas do noticiário, uma terrível notícia invadiu as mídias sociais provocando um verdadeiro surto de pânico nas escolas: uma sequência de suicídios de jovens.

Eventos trágicos como esses que, lamentavelmente, acontecem, ganham, hoje, uma dimensão espetacular no gigantismo e na velocidade das mídias digitais conferindo-lhes um potencial deletério muito maior.

Quando tomamos conhecimento das reações de nossos alunos e, conhecedores de como tais tragédias repercutem nos jovens, intensificamos aquela que, a nosso ver, é a única profilaxia para patologias sociais como essa: a convivência e o diálogo ininterruptos e atentos com a comunidade escolar, rastreando, em seu nascedouro, quaisquer desvios, quaisquer sinais e anomalias.

Nesse sentido, remetemos a um texto de Camus, "O mito de Sísifo", no qual ele trata do suicídio pelo ângulo que nos interessa, diz ele: "... é um gesto que se prepara em silêncio, no coração, da mesma forma que uma obra prima. O próprio homem o ignora."

Ou seja, é o desfecho de um processo, não é, geralmente, um ato único, é passível de percepção por um observador mais atento, avisos e sinais são emitidos. Nas escolas em que a orientação educacional trabalha em estreita colaboração com o corpo docente, quaisquer desvios de conduta são percebidos e, na maioria dos casos, situações mais agudas são evitadas. A profilaxia desses nefastos eventos é homeopática, ações pontuais, quase sempre, são tardias e acabam por serem, tão somente, terapias do luto.

Na medida em que a escola assumiu parte das responsabilidades da família, o trabalho de acompanhamento do educando superou, de muito, a supervisão do desempenho intelectual para assumir sua essência a de acompanhar o seu crescimento integral. Todo o restante é a permanência de um modelo educacional superado e arriscado, pois calcado nas falácias do ensino de massa travestido de sério. É evitar responsabilidades que, se não constam no contrato de prestação de serviços com a escola, são obrigações inalienáveis do educador.

(Blog Estadão de 6 de maio de 2018)

Cuidados escolares: tarefas minuciosas e constantes

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/cuidados-escolares-tarefas-minuciosas-e-constantes/

(Estadão - 14/02/2017).

Final de férias: a vida renasce

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/final-de-ferias-a-vida-renasce

(Estadão - 30/01/2017)

Ponderações sobre nossa maior riqueza: as crianças

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/ponderacoes-sobre-nossa-maior-riqueza-as-criancas/  

(Estadão - 23/01/2017).

Orfandade com pais vivos: um drama na adolescência

Texto disponível em:http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/orfandade-com-pais-vivos-um-drama-na-adolescencia

(Estadão - 16/01/2017).

Corredores que se esvaziam, memórias que transbordam

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/corredores-que-se-esvaziam-memorias-que-transbordam

(Estadão - 05/01/2017).

Luzes na penumbra: relembrando 2016

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/luzes-na-penumbra-relembrando-2016/

(Estadão - 16/12/2016).

Sugestões práticas de como se preparar para os vestibulares

Texto disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/sugestoes-praticas-de-como-se-preparar-para-os-vestibulares/

(Estadão - 10/11/2016).

Os rumos da educação

Texto disponível em: http://www.noticiahoje.com.br/NoticiaImpresso.aspx?ID=28665877.125720.10222236

(Correio Braziliense-DF - 18/09/2016 - Impresso).

Confiram no Blog do Colégio FAAP, no site do Estadão, o artigo do professor Henrique Vailati Neto sobre cordialidade

O texto está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/a-cordialidade-pedra-angular-da-educacao.

Na FAAP, adolescentes aprendem conceitos básicos da robótica

As aulas de robótica ministradas no Colégio FAAP foram tema do post dessa semana no Blog dos Colégios, do Estadão.

Confiram a matéria no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/na-faap-adolescentes-aprendem-conceitos-basicos-da-robotica/.

Experiência além da sala de aula

O post dessa semana no Blog do Colégio FAAP, no site do Estadão, destaca a viagem dos alunos ao Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

A matéria está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/experiencia-alem-da-sala-de-aula/.

O bom senso: a essência da educação

Está no ar mais um post do Colégio FAAP, no Blog dos Colégios, do jornal O Estado de S.Paulo.

O professor Henrique Vailati Neto fala sobre bom senso e educação, onde comenta a importância em dar segurança aos filhos e sobre a qualidade nas relações, entre outras questões.

O artigo está disponível em: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/o-bom-senso-a-essencia-da-educacao/.

A maior lição olímpica: o fracasso

Confiram o post dessa semana no Blog do Colégio FAAP, no site do Estadão.

O texto, assinado pelo professor Henrique Vailati Neto, está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/a-maior-licao-olimpica-o-fracasso/.

Sonho dos pais, martírio dos filhos

Confiram o post dessa semana no Blog do Colégio FAAP, no site do Estadão.

O texto, assinado pelo professor Henrique Vailati Neto, está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/sonho-dos-pais-martirio-dos-filhos/

Empreendedorismo também se aprende na escola.

No artigo dessa semana, do Blog do Colégios, o professor Henrique Vailati Neto, fala sobre o ensino do empreendedorismo na escola.

A matéria está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/empreendedorismo-tambem-se-aprende-na-escola/

Orientação vocacional nos três anos de Colégio FAAP

Confiram no post dessa semana do Colégio FAAP, no Estadão, a matéria sobre o programa de Orientação Vocacional realizado pela escola.

A matéria está disponível no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/orientacao-vocacional-nos-tres-anos-de-colegio-faap/

A difícil tarefa de escolher a profissão

Programa de Orientação Vocacional do Colégio FAAP busca apresentar aos alunos uma visão das futuras possibilidades profissionais

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Nossos filhos estrangeiros: os nativos digitais

Partindo-se do princípio indiscutível de que o educando é o sujeito da educação e de que todo o resto é secundário, o trabalho essencial do educador é decifrar esse ser em constante mutação, sem o que qualquer esforço será nulo.

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Círculos de leitura facilitam a compreensão de obras literárias

Implantado no Colégio FAAP há quatro anos, o Círculo de Leitura é uma das iniciativas que desde o início mostrou que tinha todas as chances para dar certo. É realizado pelo menos duas vezes por semana em todas as classes do período integral, oferecendo a oportunidade aos alunos de analisar as obras literárias, em especial as clássicas. A leitura dos livros é sempre em voz alta. "A compreensão é mais fácil quando se lê dessa forma", explica a professora de Língua Portuguesa, Sandra Raposo Tenório.

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Para não azedar o panetone: reprovações para educar

Se falar em corda na casa de enforcado é de muito mau gosto talvez, seria equivalente, falar de reprovações antes do final do ano letivo: educar é, sempre, pensar nos desgarrados, naquela minoria que falha e que, por isso mesmo, deve ocupar um especial lugar em nossa atenção.

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Adultos conscientes e economicamente responsáveis

Saber planejar e controlar gastos também deve fazer parte da rotina do jovem no começo da vida adulta. Em períodos de crise econômica, principalmente, administrar bem as finanças deixa de ser uma atitude necessária e passa a ser obrigatória. De acordo com levantamento do Serasa Consumidor e IBOPE Inteligência, pessoas entre 16 e 24 anos são as que possuem menos controle da sua vida financeira no Brasil.

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ENEM 2015: em véspera de competição não se treina

Administre o tempo, comece a responder as questões das áreas que você domina mais, não perca o foco da redação e leia tudo com muita atenção. Essas são algumas dicas do professor Henrique Vailati Neto para os estudantes que vão fazer a prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) no próximo fim de semana (24 e 25 de outubro).

Prof. Vailati grava podcast no estúdio da Rádio FAAP
Prof. Vailati grava podcast no estúdio da Rádio FAAP




Tags: ENEM, Colégio FAAP, FAAP, Ensino Médio, Exame Nacional do Ensino Médio, vestibular, Rádio FAAP

Matéria original publicada no link: http://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-faap/enem-2015-em-vespera-de-competicao-nao-se-treina/

Vestibular, casamento e divórcio

Se à primeira vista o tema possa parecer esquizoide, uma pitada de paciência será suficiente para demonstrarmos o paralelismo entre tais assuntos na vida dos adolescentes.

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Rompendo os muros da sala de aula

Em cartaz no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP), a exposição Françoise Schein – artista dos direitos humanos foi cenário para a aula de artes dessa semana de uma das turmas do 2º ano do Colégio FAAP-SP. Entre obras e artigos retirados da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1789, inspiração para os trabalhos da artista, os alunos discutiram sobre direitos, igualdade, liberdade de expressão, entre outros temas que permeiam a mostra.

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Escola nova, antigas dúvidas

Escolher uma nova escola para os filhos é tarefa tão importante quanto difícil e arriscada: uma escolha equivocada, mais do que eventuais fracassos escolares, pode representar traumas e desencantos na tão difícil tarefa de educar nestes tempos de complexidade.

O transe se aprofunda quando a mudança se dá na passagem para o Ensino Médio: a perspectiva da escolha da carreira e do desafio do vestibular aproxima as famílias das previsíveis ameaças de um mercado de trabalho altamente competitivo, criando imagens de um futuro ameaçado.

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O desafio da nova escola

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Dicas para o ENEM

Confira um podcast com dicas para o ENEM:

Hora da largada

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Semana do Colégio FAAP

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Notas e sucesso escolar - 25/04/2014

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Mensagem da Diretoria - 17/12/2013

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Semana do Colégio FAAP - "Hino Nacional" - 26/08/2013

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Diretor Henrique Vailati Neto fala sobre "Uma Nova Escola" - 25/04/2013

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Cerimônia Cívica com a Orquestra CMSE

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Alunos com problemas de aproveitamento nos estudos

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Diretor Henrique Vailati Neto fala sobre "O Fantasma da Reprovação"

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Diretor Henrique Vailati Neto fala sobre "A Síndrome do Vestibular"

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Crônicas de uma revolução pacífica do Colégio FAAP.

Por Professor Henrique Vailati Neto, diretor do Colégio FAAP

Como toda a subversão da ordem, os fatos que descreveremos na seguir também nasceram como os grandes caudais, minando das entranhas da terra no silêncio, na calma e na paciência com que são construídas as grandes obras: um somatório de pequenas ações cozidas pela persistência, que compuseram uma harmoniosa apoteose.

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Confira as fotos da Semana do Colégio 2012

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Acerte na escolha do colégio do seu filho(a)

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Confira a lista dos candidatos do Colégio FAAP aprovados no vestibular

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Diretor Henrique Vailati Neto fala sobre o Colégio FAAP de São Paulo

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Colégio FAAP em visita ao Museu da Língua Portuguesa

Para responder a tais questões – focadas na arte, na literatura e na língua portuguesa –, iniciamos 2011 com um profícuo estudo da nossa língua materna, conduzindo os alunos da primeira série do Colégio FAAP a desvendarem as teorias envolvidas e aplicá-las nas visitas à exposição Marcas do Expressionismo, no Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP, e nas várias instalações do Museu da Língua Portuguesa.

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Um caminho para o mundo interior do ser humano

"A expressão reta não sonha. O olho vê, a
lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo. Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas desformam."
Manoel de Barros, poeta.

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Aprendendo e ensinando fora de sala: a Semana do Colégio FAAP de São Paulo

Buscar novas estratégias de aprendizagem na era digital pode ser uma tarefa mais fácil do que se imagina quando se tem um projeto pedagógico consistente e realista. Apesar de todas as alternativas que a inovação oferece, inovar é muito mais do que recorrer a novas tecnologias. É buscar, no imenso espectro de possibilidades, aquelas mais eficazes mesmo que, num primeiro momento, pare çam ultrapassadas: aqui reside a ousadia!!!

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Faltou nota para os Professores: O Colégio FAAP de São Paulo em Ribeirão Preto

Tudo o que não se poderia esperar era que, em meio à natural tensão de um dia de pesadas provas bimestrais, com a maioria dos alunos aproveitando os míseros minutos que antecediam ao sinal, um grupo descontraído e sorridente atravessasse a pequena e aflita multidão de alunos puxando malas e carregando mochilas. Olhares atônitos revelavam a perplexidade ante tamanha injustiça: "Enquanto nós seremos submetidos aos horrores de
avaliações, esse grupinho parece que estará viajando!"
De fato, aquela era a delegação do Colégio FAAP de São Paulo que, naquela manhã de 15 de setembro, partia para o campus FAAP de Ribeirão Preto para representar o colégio no Fórum FAAP de Desenvolvimento 2011.

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A bendita culpa de Alfred Nobel

Por mais que moderníssimas tecnologias sejam aplicadas à educação, por mais que a pedagogia, tangida por interpretações ideológicas e "novas luzes", priorize novas estratégias e procedimentos, ainda assim, após 40 anos de magistério e direção, continuamos a crer que ensinar é ação exemplar. O que, de fato, ensina é o exemplo e o resto é incentivo, apoio, estímulo, facilitação do acesso às lógicas das diversas ciências: o verdadeiro encantamento para se enfrentar as agruras do estudo só se consegue, geralmente, pela ação encantadora e exemplar dos pais ou de professores.

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Um chocante deslumbramento: o Colégio FAAP na AACD

Ao educador compete a percepção constante e aguçada do caçador, em que pese o fato de a metáfora ser politicamente, inadequada, ela nos ajuda: as pistas do objeto da educação são, quase sempre, muito tênues e enganosas; os indícios dos caminhos a seguir para que consigamos capturar o educando são confusos e perdidos numa floresta de armadilhas e preconceitos.

Ter a certeza da hora e do modo de se conquistar os jovens é sempre um risco que se tem que correr já que, o maior erro, é não tentar!!!

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Um Colégio onde a falta de limites é importante

Poucas afirmações são mais recorrentes quando se comenta sobre os adolescentes do que citar os "limites": sem dúvida, em nossos dias, um dos mais graves problemas enfrentados pelas nossas elites universitárias quando chegam ao mercado, segundo os mais qualificados recrutadores, é que as mesmas apresentam um muito grave defeito, a ignorância do trato hierárquico, sobretudo por acreditarem que democracia é sinônimo de inexistência de graus diversos de autoridade e do reconhecimento formal daquilo que chamamos respeito.

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O que os clássicos têm a nos ensinar?

Em férias, nada melhor, além de passear, do que "colocar em dia" aquelas tais leituras que passamos um ano inteiro prometendo que iríamos fazer ou refazer, mas que sempre foram deixadas, pelos compromissos diários, para depois. Desta vez, enfrentei o "deixar para depois" e mais uma vez, com grande prazer, reli Crime e Castigo, de Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski. É uma daquelas obras que sempre digo aos alunos que leiam, sem pressa, pois nos engrandecem como seres humanos. São clássicos, como este, que nem sempre aparecem nos exercícios realizados na sala de aula ou nas provas, mas que propiciam ensinamentos que não devem ser quantificados, mas sim levados para toda a vida.

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Reflexão sobre a questão do conhecimento em duas obras platônicas: Teeteto e Fédon,
e possíveis desdobramentos existenciais para o homem de hoje

A seguinte reflexão poderá parecer por demais acadêmica. No entanto, sendo a FAAP instituição de excelência na construção do saber de nossa juventude, parece-me oportuno desenvolver, mais frequentemente, colocações que emanem do campo filosófico, pois que este, precipuamente, tem a qualidade de se perguntar por tudo o que é, tudo o que existe e como existe, ou seja, gerar inquietação e, consequentemente, busca por respostas, como é da natureza da filosofia.

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Crônica da recriação: visitem a nossa cozinha

Grande parte das atividades que julgamos prosaicas, por rotineiras, tem, para os de fora, o encanto dos "lugares insuspeitados onde as coisas são feitas", mas por nos chegarem prontas, ganham cores de fantasia quando são, apenas, oficinas de árduo trabalho.

Para que um ano letivo possa se concretizar e cumprir suas metas estratégicas a partir de um projeto educacional coerente, deve haver todo um conjunto de diretrizes e ações operadas por uma equipe afinada e coesa trabalhando no contrafluxo do tempo, pois, no ventre de um ano que se encerra, deve ser gerado o novo.

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Vocês são uns loucos: o perigo dos que julgam sem saber ou crônica de uma tarde de estudos

Um sol de dourado intenso enriquecia a tarde, tornando ainda mais grandiosa a fachada da FAAP, quando o grande ônibus abriu sua enorme porta para que os mais de 30 alunos do Colégio FAAP fossem, ruidosamente, ocupando os seus lugares com a alegria dos libertados.

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É preciso aprender a amar

O primeiro projeto do Círculo de Leitura do Colégio FAAP – em tempo integral e bilíngue – traz como tema central o sentimento do amor. Nosso objetivo é sensibilizar o participante em relação a esse sentimento por meio da Literatura.

Apenas e tão somente aquilo que parte do coração gera vida. Em seguida, o pensamento, construído pela razão, transforma nossos sonhos em projetos.

O amor constitui a essência do homem. Nasce no indivíduo e se configura no coletivo.

Cada ser é um coração singular, portanto deve ser respeitado em sua essência; no entanto, constatamos apenas a nossa existência quando somos descobertos pelo outro. E é isso que nossos jovens desejam. Quanta infelicidade presenciamos nos que ainda não conseguiram ser vistos sequer pelos mais próximos!

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O Colégio FAAP no VII Fórum FAAP: jogando em casa sem torcida

Desde a primeira edição do Fórum FAAP de Discussão Estudantil, o Colégio FAAP se fez presente, como não poderia deixar de ser, mas sempre com aquela sensação por parte de seus alunos de "estar jogando em casa sem
sua torcida" já que, em nossos fóruns, também somos visitantes.

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O Professor nota dez - Avaliando os que avaliam

Sendo a Qualimetria uma revista umbilicalmente ligada ao ensino, mas tendo um amplo espectro de leitores, nós, colaboradores, devemos situar os nossos leitores menos ligados à cultura educacional, mas que, como qualquer ser humano em tempos de educação permanente, precisa saber o que gravita nesse universo que se protege muito dos estranhos. Sobretudo porque, felizmente, todos os seres humanos, durante toda a sua vida, de alguma forma, estarão envolvidos na questão educacional: passadas as preocupações escolares com os filhos, vêm os netos e, como nunca, as necessidades didáticas que a era da comunicação impõe ao profissional de todas as áreas de expor projetos e ideias, assumindo alguma tarefa didática. Enfim, identificar a excelência didático-pedagógica nos quadros de uma instituição sem confundi-la com equipamentos ou outros índices promocionais é a via mais segura de se escolher e é um serviço que buscaremos prestar.

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Por que estudar Geografia

Entre os inúmeros argumentos capazes de responder a pergunta solicitada, minha disciplina – Geografia – aborda temas contemporâneos, exige posicionamento dos alunos perante situações sistematizadas e amplia a compreensão dos assuntos mais debatidos na atualidade. A Geografia oferece esclarecimento sobre as ocorrências de terremotos, erupções vulcânicas, sobre a dinâmica climática, sobre os tsunamis, as migrações, as produções agrícolas e a diversidade cultural. Analisa o espaço mundial da produção, da circulação de capital, pessoas e mercadorias e das comunicações, sob o prisma da tecnologia e da globalização, e tantos outros assuntos que fazem parte de nosso cotidiano.

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A Biologia e a sua importância

O que é Biologia?
Fatalmente, essa é a primeira pergunta que faço a meus alunos no primeiro dia de aula. Qual é a sua importância? De onde viemos? O que nos distingue da samambaia que sua tia tem no meio da sala? E de uma pedra? Nessas alturas, o aluno começa a pensar: "Aonde essa louca quer chegar?" "Ah, deixe-me continuar viajando de olhos abertos!" Ou, ainda: "Por que eu levantei da cama hoje?"

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A importância da Educação Física no ensino médio - Autonomia para promoção da saúde

É preciso levar em consideração que a interação e a aproximação das pessoas interligando o mundo, fruto e resultado do processo de globalização sob os mais variados aspectos (econômicos, sociais, culturais e políticos), também acontecem no âmbito esportivo, fenômeno da atividade física, saúde e qualidade de vida e tecnologias voltadas para a promoção da saúde.

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A Matemática a serviço do Homem

Um pouco de sua história
Por volta dos séculos VIII e IX a.C. (antes de Cristo), a Matemática, para os egípcios e babilônios, não era uma ciência organizada, mas somente usada para resolver suas necessidades práticas, como contar a quantidade de ovelhas em um rebanho, por exemplo.

Na Grécia, a partir dos séculos VI e V a.C., foi encarada como uma ciência, levando em consideração problemas relacionados com processos infinitos, movimento e continuidade, aparecendo então o método axiomático – dedutivo.

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Um colégio que nasceu universitário

Causa e solução de todos os problemas de uma sociedade, a educação, sobretudo quando se fala em educar nativos digitais, tornou-se um desafio civilizatório: violência, saúde, meio ambiente, paz, enfim, todas as mazelas que nos fazem temer pelo futuro só têm uma forma de encaminhamento, a preparação dos jovens para, mais do que superá-las, não gerá-las. Mas quando falamos de uma geração filha desse mundo, de desconhecidos criados por uma tecnologia que subverteu muitas das referências humanas anteriores, que minimizou espaço e tempo, que colocou todo o conhecimento humano ao alcance de um toque de botão, temos que rever nossas estratégias, nossos métodos e, principalmente, termos o máximo de segurança nos valores que suportam nossas atitudes, já que apenas o exemplo ensina, e que o resto do processo educacional é estímulo, amparo e orientação.

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Vivenciar a Arte

Ao se dedicar à arte, você pode provocar emoções; proporcionar prazer estético; comunicar aos outros os seus pensamentos; sentir alegria ou satisfação durante o ato criativo; explorar novas formas de expressão; perpetuar sua existência no mundo; divulgar suas crenças; ocupar o tempo de forma criativa; documentar seu próprio tempo; homenagear alguém, algum fato ou ideia; manipular cores, formas, gestos, espaços, sons, silêncios, superfícies, movimentos, luzes...

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11 motivos para você amar a Língua Portuguesa

"As fronteiras da minha linguagem
são as fronteiras do meu universo"
Ludwig Wittgenstein

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A arte de falar e escrever bem

Quando se fala em educação é comum a referência às competências e habilidades que deverão ser desenvolvidas, transformadas e fortalecidas durante os três anos do ensino médio.

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A importância da Química

Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese, o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos, emoções ou ações, o que está ocorrendo é química.

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Curso de Língua Espanhola - adiós ao portunhol

– Sim, nós falamos inglês! – E mandarim! E espanhol também! Hoje não há mais a língua que todo mundo fala, há várias e, entre elas, a língua espanhola vem a cada dia ganhando mais destaque.

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Escolas e famílias no olho do furacão - educar a geração digital

Qualquer época que se considerar nos mostrará um educador preocupado em entender "o que aconteceu com este jovem de hoje" e tentar saber por que ele é tão diferente.

O "novo tempo", quer ele estivesse de calças curtas, ou com longos cabelos, ou coberto de tatuagens pelo corpo, sempre causou surpresa e polêmica porque ele é a encarnação do novo que se faz mistério, nos desafia e ameaça e, para o educador, é um ideal a realizar.

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Novas modalidades de analfabetismo e exclusão

Se a nova face econômica da contemporaneidade foi marcada pela expansão dos mercados que se globalizaram e se espalharam pelos tentáculos da Revolução Industrial, como é de comezinho conhecimento, da mesma forma, ela significou a imposição de uma nova língua àqueles que queiram sobreviver nestes tempos de comunicações geneticamente modificadas pela rede mundial de computadores, o inglês.

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